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TODOS SOMOS CHAMADOS
A SER DEUSES POR PARTICIPAÇÃO
Todos Somos Chamados a sermos Deuses por Participação

 

por Vassula

20 DE MARÇO  ÀS  11:50h 

Desejaria acolher aqui cada um no amor de Deus. Nosso Senhor é bom e jamais deixa de me surpreender, deixando-me mais que nunca sem palavras e estupefacta, sempre que me mostrou o poder do Seu Braço. Nestes nossos dias, sinto-me ainda invadida pelo temor da Sua Presença, porque Ele Mesmo visita o Seu povo, e isto sem dúvida alguma. Ele vem em socorro do Seu povo, e isto pela Sua terna misericórdia. Alguém poderá medir a magnificência de Deus e da Sua grandeza inexprimível? Uma vez mais, Deus tenta lembrar à humanidade os Seus actos de poder e a majestosa glória da Sua soberania. Será necessário que o homem seja cego, para não ver tudo isto. Sempre fiel às Suas promessas, envia-nos, como Ele Próprio no-lo prometeu, o Seu Espírito Santo numa efusão tal, que mesmo os mortos são ressuscitados para a vida. Deus procede segundo a Sua promessa; então, por que motivo alguns de nós ficamos surpreendidos e olhamos para tudo isto com jeito de uma tão manifesta incredulidade?

Pelas Suas amorosas palavras, que são como um bálsamo, Deus cura os corações despedaçados, tratando-lhes as chagas. E que poderá dizer o homem disto? Nosso Senhor cumula-nos de conhecimento e de compreensão, revelando-nos o bem e o mal. E que mais poderemos nós pedir? O Altíssimo abriu a Sua divina escola nos nossos próprios corações e, como uma luz, ela brilha, tanto do interior como no exterior. O Todo-Poderoso inclina-Se, nestes nossos dias, desde o Seu Trono, a fim de nos mostrar a magnificência das Suas obras. E tal  como nos tem exposto o Conhecimento, assim estabelece também o Seu Trono em nós, ornando-nos majestosamente a alma com a Sua Presença. Santo é o Seu Nome. Por conseguinte, que é o homem, para se atrever a julgar Deus? E, no entanto, muitos fazem-no. Mas como é que poderá vir a ser possível a alguém sondar a Grandeza de Deus e as Suas Maravilhas? Entretanto, alguns pensam que o podem; o facto de estarem também dispostos a mostrar que sabem demonstrar a superficilidade do seu espírito. E é por esse motivo que o Espírito Santo lhes esconde os Seus tesouros e os guarda para os humildes.

Hoje, apronto-me a lembrar-vos o poder do Espírito Santo, pois esta efusão do Espírito Santo já começou. Ela chama-se justamente o Segundo Pentecostes. Cada alma que estava espiritualmente morta e que de repente voltou à vida em Cristo, recebeu nela um Segundo Pentecostes. Abrasada pelo fogo do Espírito Santo que lhe dá o zelo, essa alma foi elevada, de forma a passar a ser um apóstolo, um apóstolo para este fim dos tempos, a fim de se decidir a proclamar a Palavra de Deus.

E foi pelo Poder do Espírito Santo que nós nos reunimos de novo na Terra Santa. Abramos, pois, os nossos corações à graça e obtenhamos a Sua Paz, que poderá guiar os nossos passos no caminho da paz, da reconciliação e da união. Abramo-nos ao Espírito Santo, a fim de Lhe permitir que nos invada e nos endireite os caminhos torturosos que nos levaram a esta vergonhosa divisão, que nos conduziu a todos estes pântanos. Que o Espírito Santo, a partir de hoje, seja a nossa Tocha, a fim de nos guiar para a santidade e ser a unção dos nossos olhos, para nos permitir ver a Vontade de Deus e a Sua Glória.

Desde o início, Nosso Senhor tem-nos ensinado que não temos outra forma de viver senão pelo Espírito Santo. Temos aprendido que o Espírito Santo é a substância vivificante da nossa alma porque, sem Ele, estamos mortos espiritualmente e somos como as ossadas espalhadas da visão de Ezequiel. Mas o poder do Espírito Santo pode reconduzir à vida estes ossos dispersos e ressequidos, soprando sobre eles um alento de ressurreição. Não somos mais que uma pitada de poeira pecadora, se estamos sem o Espírito Santo; mas Deus ornou-nos com o Espírito Santo, colocando o Seu Trono em nós, a fim de conversar connosco e nos ouvir como a um amigo. Todos somos chamados a uma verdadeira metanóia e, depois, a um verdadeiro abandono nas mãos de Deus; somos chamados a morrer para nós mesmos, a fim de que produzamos o fruto da imparcialidade.

Tendo obtido o fruto da imparcialidade, nasceremos de novo pelo Espírito Santo, que poderá então começar em nós a Sua obra divina, como um Mestre; mas também nos instruirá a respeito de todas essas coisas, que são invisíveis aos olhos, mas que são eternas. Ele que é Deus (o Amigo) conversará com os deuses nascidos d'Ele Próprio pela graça, manifestando o terno amor que tem pelos Seus filhos e filhas, amparando-os com os Seus Braços e atraindo-os a uma divina união de amor. 

Como filhos de Deus, o Espírito Santo ensinar-nos-á a conhecer o Senhor pela Sua Sublime Luz e com uma com-preensão e uma percepção bem diferentes das que o nosso próprio espírito nos dá a respeito das coisas desta terra.

Numa das Suas mensagens, o próprio Espírito Santo diz-nos:  "Eu sou Aquele que te tenho conduzido a um amor filial à Nossa Divindade, para levares uma vida divina e passares a ser, por adopção, uma outra filha de Deus Pai" (3.3.1999).

A Escritura diz que o temor do Senhor é o início da Sabedoria e que o temor do Senhor é a coroa da Sabedoria; e nós sabemos também que Nosso Senhor disse que a Sabedoria é dada a simples criancinhas. Por outras palavras, a Sabedoria será dada a um coração contrito e sem malícia. Por isso, aquele que se aproxima do Senhor com simplicidade e um coração puro, o próprio Espírito Santo Se não inquietará na presença desse coração, mas virá e contrairá uma verdadeira amizade com essa alma, instruindo-a na Sabedoria de uma forma invisível e em silêncio; as pessoas perguntarão: "Mas de onde lhe vieram este conhecimento e esta instrução sobre as coisas do Céu?".

Este conhecimento e esta instrução não lhe podem vir senão do Espírito Santo, que pode mergulhar esta alma nas Suas fontes línpidas, que correm da Boca de Deus (o que significa a Palavra de Deus), Palavra de Deus que nos ensinará a Sabedoria, penetrando em nós por uma compreensão profunda de Deus, pois nós próprios teremos desabrochado nessas fontes límpidas de Deus. E, tal como Moisés, que o próprio Deus tinha envolvido numa nuvem, seremos envolvidos por uma santa contemplação, durante a qual a nossa alma, o nosso espírito serão elevados à Vida Divina, mas também Trina.

Numa mensagem, Jesus diz-nos:

"Mantende-vos pequenos, verdadeiramente pequenos, a fim de permitirdes ao poder da acção do Espírito Santo que seja ainda mais eficaz" (3.3.1999).

Quanto mais apagados formos, maiores serão as obras do Espírito Santo em nós. Quando tivermos obtido o fruto da imparcialidade, a nossa alma não mais desejará agarrar-se às coisas terrestres, mas terá um só desejo, que é: amar a Deus e o seu próximo e servir Deus, sabendo que, ao servir Deus, isso lhe não será possível sem sofrimento nem perseguição. Muitas pessoas espantam-se de como é possível que os santos mártires jamais tenham tido medo, no momento em que se encontravam diante da morte. Uma vez mais, é pelo Espírito Santo que obtiveram a graça de perder o medo do sofrimento, na medida em que a sua alma havia saboreado a doçura de Deus.

A doçura da graça do Espírito Santo ultrapassa todas as delícias do mundo, porque ela mesma transforma a alma num Paraíso. Todos somos chamados à perfeição e a ser a santa morada de Deus, sem qualquer mancha; todos somos chamados a atingir um estado divino de amor perfeito, somos chamados a obter a herança de filhos e filhas do Altíssimo. Por parte de Deus, a porta está sempre aberta e, por isso, seremos nós a decidir se queremos ou não entrar por esta porta.

Hoje, Nosso Senhor preparou, para esta geração e para as gerações futuras, um Hino de Amor que Ele Próprio fez questão de chamar: "A Verdadeira Vida em Deus". São muitos os que têm beneficiado destas divinas mensagens e têm crescido espiritualmente, até saber como obter, como possuir Deus.

E quem poderá ter-vos descoberto semelhantes tesouros? Quem poderá ter-nos dado uma tal tranquilidade, oferecendo-nos o repouso nos Seus Braços? Quem poderá ter-nos dito a que é que isto se assemelha, a ser um filho pela graça, como o Verbo de Deus o é por natureza? E quem poderá ter-nos assim chamado a participar neste Plano salvífico, apesar da nossa espantosa miséria, apesar da nossa tão miserável incapacidade? E quem poderá ser tão generoso, que nos convide, sabendo embora da nossa indignidade, a entrar na Vida Trina? Só Deus, que é o soberano Mestre e Senhor da nossa alma, mas também nosso Amigo, nos dá este acesso à eternidade; só Ele é o único que pode atirar-nos para a deificação.

Mencionei antes que a Presença de Deus é de tal modo manifesta nestes nossos dias, que temos de ser cegos para a não ver. Mas como poderemos nós sabê-lo? Podemos sabê-lo pela alegria e paz que a nossa alma obtém, pela tranquilidade em que Deus faz repousar a alma. Nosso Senhor perguntou-me, um dia:

"Diz-Me, haverá no mundo ou ao teu redor algo ou alguém que possa dar à tua alma delícias amorosas mais requintadas do que estares Comigo, e nada mais do que Comigo? Que te dá a Minha própria Presença?"

Então, enquanto eu procurava as palavras para me exprimir, senti o Espírito Santo vir a Mim e Ele Mesmo me abriu a boca, para pronunciar estas palavras:

"A Vossa Presença dá-me um antegozo da Visão Beatífica. Dá-me uma contemplação da Vossa Glória; a Vossa Presença dá-me uma delícia interior, aquela que é dada aos santos, que a merecem, enquanto eu não tenho mérito algum. A Vossa Presença dá-me uma consciência intelectual de que na Vossa Luz transcendente, Vós a Divindade, que encheis todas as coisas sem serdes contido pelos seus limites, podeis habitar em mim, podeis habitar em nós. Na Vossa Presença, eu sinto a alegria, a luz, os suspiros de definhamento, a ânsia de penetrar ainda mais na contemplação, a fim de que possa ver o que olho algum jamais viu e ouvir o que ouvido algum alguma vez ouviu" (3.3.1999).

Meus amigos, o próprio Deus Se nos oferece continua-mente e mesmo sem reserva. Mas, em contrapartida, Deus quer que nós próprios nos ofereçamos a Ele do mesmo modo, sem reserva. Deus quer de nós uma igualdade de amor. Por conseguinte, dêmo-nos inteiramente ao Espírito Santo, a fim de que nós próprios O ouçamos dizer-nos estas palavras, as mesmas que nos são dadas nestas mensagens:

"Eu revelei-te os Meus dons e os Meus tesouros e ornei-te com a Minha Presença: agradou-Me possuir-te e derramar em ti a Minha Sabedoria, a fim de que a tua alma cintile de esplendor. Mergulhei-te nas Minhas fontes límpidas para te revivificar. Para Mim, é uma verdadeira bagatela, tudo quanto não seja cobrir-te com a Minha Riqueza. Acaso não ouviste que Deus não cessa nunca de Se dar a Si Mesmo a todos vós? Tal como Eu Me dou continuamente a cada um, assim acontecerá contigo, quando Eu te tiver preparado, para te reencontrares com o teu Esposo. Tu mesma te irás dar ao Amoroso da humanidade, passando a ser, com o Divino, um só espírito.

Como um verdadeiro filho ou filha de Deus, tu passarás a ser, nesse elevado estado de graça, uma perfeita imagem do Deus Trino e todos os teus empreendimentos serão realizados sem imperfeição alguma, uma vez que serão divinos e segundo o Nosso Pensamento e a Nossa Vontade. Até mesmo os teus próprios movimentos serão convertidos nos Nossos. Cada gesto, cada passo que deres na tua vida serão feitos por Nosso Amor e continuarão a amplificar-se pela graça. Fui Eu que te conduzi a este amor filial e a esta união Divina, dilatando o teu coração para mais receber de Nós, a fim de que também Nós recebamos mais de ti, a fim de Nos darmos a Nós Mesmos mais a ti, para que também tu te dês mais a Nós. 

Neste ciclo, acabarás por dar-Nos aquilo que já Nos pertence. É o Meu triunfo em ti, o triunfo de te haver conduzido, depois de tu própria Me haveres dado a tua livre vontade, numa perfeita união de Amor Divino Connosco. Vês como é bom render-se? De outra forma, como teria Eu podido realizar os Meus actos?

Agora, Eu sou Soberano Mestre e Senhor da tua alma, mas como te o disse já antes, não sou apenas um Soberano Mestre e Senhor, mas também teu Amigo e teu Bem-Amado. Edifiquei-te, para que passes a ser um (a) filho (a) de Deus que, sendo Nossa descendência, como toda a descendência, terá também o direito de partilhar e de dar a sua opinião; e mesmo de governar com seu Pai. Com a tranquilidade do Meu sopro em ti, verás as coisas através da Nossa Luz e da forma como Nós as vemos. Digo, pois, a cada um: Sê rico em pobreza e Eu Mesmo porei em ti um favorável Olhar. Deixa-Me também chamar-te filho ou filha do Altíssimo e tu próprio (a) governarás Conosco. Permite-Me que te coloque sobre os teus próprios pés, a fim de que possas mover-te em Mim; permite-Me que estabeleça o Meu Trono em ti, a fim de que também tu possas dizer aos outros: "Encontrei o descanso...".

Acaso não terás desejo de ver o teu Pai? Não  desfaleces por te encontrar com Deus? Se assim acontece, então, Eu devo dar-te nascimento; sim, tu deves renascer de Mim, para veres teu Pai. Jamais criança alguma viu seu pai antes de ter nascido. Feliz o homem que medita na Liberdade que Eu posso dar; essa mesma Liberdade te conduzirá, como um Esposo conduz a Sua Esposa, para tornar perfeita a tua união Connosco. A transfiguração do amor impressa na tua alma será tal, que doravante nada poderá separar-te de Nós" (3.3.1999).

Por conseguinte, permiti-me que vos lembre, irmãos e irmãs, que se todos nós fomos comprometidos pelo próprio Deus no sentido de trabalhar pelos Seus Interesses, devemos lembrar-nos de que, fazendo-o, Ele Mesmo nos deu também a honra de nos comprometermos com a Sua Cruz, a fim de que possamos absorver todas as suas fases. Ele Mesmo nos pede que abracemos a Sua Cruz com amor, sem esquecer nunca a Sua vitória.

Tenhamos, pois, consciência daquilo que o próprio Deus nos oferece e abramos bem os ouvidos à Voz da Santa Sabedoria, que nos chama a ser os arautos do Altíssimo. Não sejamos como pessoa sonolenta, embrutecida pelo sono que, ao tentardes despertá-la, com a devida explicação de umas certas coisas, vos pergunta, ao terminardes: "O que quer o senhor dizer com tudo isso?". Não consintamos que o nosso coração seja como uma jarra partida que nada poderá reter do Conhecimento dado por Deus. Mas estejamos antes bem atentos à Palavra de Conhecimento de Deus, a fim de que possamos ir perfumar o mundo com o Seu suave aroma.

Um vídeo desta palestra pode ser visto AQUI