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Esta última pergunta é, talvez, embaraçosa. Relaciona-se com uma figura profética contemporânea, a greco-ortodoxa Vassula Ryden. É considerada como mensageira de Cristo por muitos teólogos, sacerdotes e bispos da Igreja Católica. As suas mensagens que, desde 1991, estão traduzidas em 34 idiomas, foram difundidas em todo o mundo. A Congregação para a Doutrina da Fé pronunciou-se negativamente a seu respeito. A Notificação de 1995, muito embora reconheça nos escritos de Vassula certos aspectos positivos, foi interpretada, por muitos comentadores, como uma condenação. É esse o caso? RATZINGER: Você abordou um tema muito delicado. Não, a Notificação é apenas um aviso; não é uma condenação. Sob o ponto de vista jurídico, ninguém pode ser condenado sem ter sido ouvido e sem que primeiro se tenha-lhe organizado um processo. O que diz o documento é que, nos escritos em questão, muitas coisas estão ainda por esclarecer. Encontram-se neles elementos apocalípticos e aspectos eclesiológicos aparentemente equívocos. Há muito de bom nestes escritos, mas a cizânia pode vir misturada com a boa semente. E é este o motivo pelo qual convidamos os cristãos Católicos a manter-se prudentes no caso destes escritos e a deixar-se orientar pela Fé, transmitida pela Igreja.
Isto quererá então dizer que, para esclarecer o assunto, está em vias de se organizar um processo? Pe. James Fannan, PIME nos proporciona o seguinte comentário sobre as considerações do Cardeal: O Cardeal Ratzinger mais uma vez posicionou-se muito claramente neste artigo. Na entrevista, o Cardeal afirma sem deixar dúvidas que a Notificação não foi uma "condenação". Ele refere-se a ela como um "aviso". Acrescenta que Vassula nunca tinha tido a chance de externar suas opiniões. É também interessante ressaltar que novamente, como em todas as suas manifestações públicas, o Cardeal evita rotular a "A Verdadeira Vida em Deus" como "erro". Ele afirma mais precisamente que "há elementos apocalípticos e aspectos eclesiológicos aparentemente equívocos". Alguma coisa considerada "discutível" não é o mesmo que um "erro" na linguagem do Vaticano. Isto é uma forma clara de admitir que há argumentos sólidos que embasam os ensinamentos da "A Verdadeira Vida em Deus". Por isso o Cardeal apenas diz às pessoas que sejam "prudentes" (não desconfiadas!) e avaliar a "A Verdadeira Vida em Deus" pela "Fé transmitida pela Igreja". Isto é exatamente o que aqueles que conhecem bem os escritos fazem toda vez que os lêem..
Para ler sobre isto, clique aqui
"Podeis continuar a promover os seus escritos".
"Para Sua Eminência o Cardeal Joseph Ratzinger: .....Somos um grupo de 14 pessoas comprometidas nas nossas
paróquias
e queremos dar-lhe testemunho de que estas Mensagens nos têm
ajudado
muito. Prestamos obediência e amor ao Papa, em união a
Jesus
e a Maria; vivemos Jesus na Eucaristia e na Sua Palavra; guardamos os
Mandamentos
e rezamos o Santo Rosário. Dr. Javier Pelayo Jones, Guadalajara, 9 de maio de 1996." Informados pelos jornais locais que o Prefeito da
Congregação
Para a Doutrina da Fé, o Cardeal Joseph Ratzinger, viera presidir
a reunião da CELAM (Conferência Episcopal
Latino-Americana),
na Cidade de Guadalajara, México, julgaram oportuno e
providencial
dar ao Eminentíssimo Cardeal o seu testemunho de leitores e
difusores
dos escritos de Vassula Ryden - "A Verdadeira Vida em
Deus"
e, ao mesmo tempo, sobre qual deveria ser o seu comportamento perante a
Notificação publicada no "L'Osservatore Romano"
em 23-24 de outubro de 1995.
"No mesmo dia, às 1:30 da tarde, ficamos
surpreendidos,
ao receber um convite do Cardeal, que nos chamava para um encontro
às
3:45h. Chegamos pontualmente para esse encontro e fomos informados de
que,
infelizmente, por imprevistas circunstâncias, o Cardeal não
podia receber-nos. Tínhamos, pois, de aguardar que nos chamasse
uma outra vez. Esse convite veio no dia seguinte, de manhã bem
cedo,
sexta feira, 10 de Maio. Convidava-nos para um encontro, às
10:15h
dessa mesma manhã. Chegamos acompanhados pelo Padre Tibéro
Mounari. "Segundo o que me dizeis na vossa carta, a respeito dos testemunhos e conversões, que são um verdadeiro bem, queremos apenas que procedais com discernimento: não tomeis como Palavra de Deus aquilo que, de momento, é considerado pela Notificação apenas como humano e pessoal. O que dissemos é que ela (Vassula) não deve dar os seus testemunhos nas igrejas (no interior das igrejas) pelo fato de ser ortodoxa e de a sua condição matrimonial não estar suficientemente esclarecida, porque é divorciada. E há, nos seus escritos, pontos que necessitam ser esclarecidos e que estamos a estudar. Podeis continuar a promover os seus escritos, mas sempre com discernimento." O Cardeal concluiu, citando São Paulo: "Não
extingais o Espírito, não desprezeis as profecias.
Examinai
tudo e retende o que for bom" (1 Tes 5,19-21). Sempre unidos com o Papa nos Corações de Jesus e Maria, e fiéis à nossa Igreja. Dr. Javier Pelayo Jones,
A revista religiosa Portuguesa [Anunciai a Boa Nova, 140 (Novembro de
1997) pg. 565-567.] acaba de publicar o seguinte:
Em 10 de Outubro de 1997, no encontro de oração organizado para
Vassula em Brasilia, a capital do Brasil, o bispo auxiliar levantou a
questão sobre a posição da Igreja sobre os seus escritos. Sua
Excelência, o Bispo Dom João Terra, falou a uma multidão calculada em
milhares de pessoas. Ele começou seu comentário com estas palavras:
"Eu queria dizer uma palavra de agradecimento, como Bispo auxiliar,
pela alegria que nós experimentamos com a presença de Vassula, aqui, em
Brasília. Certamente, é uma graça extraordinária."
O bispo, então, continuou falando sobre a posição da Igreja:
Este ano, tivemos a reunião dos Bispos do Regional com o Santo Padre. Então, eu perguntei sobre Vassula. O Cardeal Ratzinger disse: "Eu tenho recebido um monte de cartas de Cardeais."Na nota de rodapé da revista, é chamada a atenção para este comentário, que "esta resposta do Cardeal Ratzinger está perfeitamente de acordo com a sua ordem dada no México, em 10.5.1996: "Podem continuar a promover os seus escritos, mas com discernimento... " (veja detalhes acima)
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