Pe. René Laurentin responde aos adversários de Vassula



"Vassula é uma das mais equilibradas e transparentes videntes que conheço. Eu estaria até mesmo tentado a dizer, de maneira mais satisfatória, que ela é mais normal, mais equilibrada que a maioria dos outros."


Assim escreve René Laurentin em seu livro "When God Gives a Sign" ("Quando Deus Dá um Sinal"), uma resposta às objeções feitas contra Vassula. Abaixo, a reprodução de um extrato do livro que trata de uma freqüente alegação de erro teológico. (Para detalhes do livro e fontes de consulta clique aqui)



Os ataques mais graves dizem respeito à Trindade. Ao lê-los, fiquei impressionado. Teria eu lido Vassula de maneira errada?, perguntei a mim mesmo. As ambigüidades presentes em todos os textos proféticos, poéticos ou místicos, até mesmo nos bíblicos, teriam sido diminuídas por pretensos erros? Perdi muito tempo tentando encontrar trechos incriminatórios. Eles pareceram inteiramente diferentes em seu contexto, despojados das distorções e da natureza alterada às quais a paixão dos farejadores de heresias os tinha submetido.


O mais reputado teólogo dentre os adversários de Vassula pensou ter encontrado nela a antiga heresia chamada "patripassianismo" de Noet, Epigone, Cleomene e Praxas, para quem foi o próprio Pai encarnado que sofreu a Paixão; porque para eles, Ele seria uma só pessoa, e não a Trindade.

No manuscrito original, do qual a edição omitiu as referências para dificultar o controle das acusações, o autor apresenta quatro referências ao texto original em Inglês de acordo com a primeira edição. NB10:18+ (neste texto datilográfico, o adversário de Vassula sempre cita a primeira edição em Inglês: a reprodução em offset do manuscrito - não o segundo, nem o tipografado); NB18:10+; NB54:29+; NB48:38+.

1. Em 07/04/1987, não é o Pai quem está falando, o que é, além do mais, muito raro em Vassula. É Jesus, como ela e seus leitores sempre o reconheceram e como o contexto indica. NB10:18

O que levou o leitor à confusão é que às vezes Vassula chama Jesus de "Pai", de acordo com o título dado ao Rei Messias por Isaías 9:10. E se ele é nosso irmão como homem, ele é Pai como Deus; Autor de sua própria existência. Por isto, ele chama seus discípulos. 'Minhas pequenas crianças' (João 13:33). Vassula viu este relacionamento filial como sendo ao mesmo tempo fraternal e nupcial. Estas diversas facetas são muito bem expressadas por esta mulher casada, que não confunde o plano humano com o místico. Felizmente, porque se ela está habituada à linguagem do Cântico dos Cânticos: "Não o deixe beijar-te com os beijos de sua boca" (Cânt 1:3), ou mesmo à de certos místicos, celebrando seu casamento com Jesus, ele receberia terrível avalanche de críticas. Pelo simples fato de usar o verbo 'sentir' para expressar o amor que ela tem por Cristo ou que Cristo tem por nós, é acusada de sentimentalismo e erotismo em insinuações sexuais. Entretanto, Vassula não é ambígua. Se Jesus a beija, o faz em sua testa, como um pai. Tudo é como deveria ser, no reino da opinião como no reino da teologia. O Cristianismo nunca dotou de culpa, nem o coração, nem sentimentos.

2. Na segunda passagem incriminatória:

Em 08/11/1987, o interlocutor divino diz: "Minha Cruz está sobre você, suporte-a com amor; Minha Cruz é a porta à verdadeira vida, abrace-a com vontade. Abnegação e sofrimento levam a um caminho divino." NB 18:10

É Jesus quem fala, e claramente, como o diz no primeiro Eu: "Eu , (Moi) teu Jesus." Então, por que atribuí-lo ao Pai, por que golpear Vassula com a flecha envenenada do Patripassianismo?

3. Na terceira passagem incriminatória é Jesus quem fala de sua cruz e o contexto é muito claro. É Jesus sozinho quem fala naquele dia em particular, várias páginas de extensão. NB54:15+

O que permitiu ao inquisidor achar a heresia que procurava, está nas linhas anteriores, onde Jesus repete Jo 12:23-25, ele relembra o momento em que anunciou a iminente chegada de sua "hora"(Jo 12:23) e onde a voz do Pai o tinha glorificado (12:24-25). Mas é Ele quem provoca da passagem a voz do Pai, e não o Pai quem fala em todas as páginas.

4. O acusador acreditava ter achado atribuição errônea da Paixão ao Pai em uma quarta passagem. De fato, nesta passagem, Vassula ouve sucessivamente a voz do Pai; que diz: "Minha criança" e então a do Filho: "penetrai minhas chagas, coma do meu Corpo e beba do meu Sangue..." NB 48:38

Aspas, asteriscos e uma nota manuscrita ao pé da página indicam mudança de interlocutor:

"Agora é o Filho quem fala" diz a nota.

O teólogo, que lê muito rapidamente, atribui ao Pai o que o Filho diz. Ele tem, sem duvidar da desculpa de trabalhar sobre o texto manuscrito, se preocupado com a exatidão. Mas após isto, teria que ter dado atenção aos menores detalhes a fim de não distorcer o texto.


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