Após o
almoço rezamos a oração do
Terço conduzida pelo
Pe. Francisco Raimundo Serra, de Goiânia-GO, seguida da
celebração da Santa Eucaristia.
Dom Jeremias
Ferens, Eparca de Curitiba e toda a América do Sul, abordou o tema “A Igreja Ortodoxa e
a Eucaristia”. Iniciou com um breve histórico,
explicando um pouco sobre o
cisma de 1054, onde aconteceu a separação entre
as Igrejas Católicas Romana e
Ortodoxa.
Mostrou-nos a beleza
da Liturgia Ortodoxa e suas semelhanças
com a Liturgia Romana, entre elas os sete Sacramentos e a Eucaristia
como ápice
destas celebrações.
Um aspecto que chamou
a atenção foi a prática do jejum
na tradição ortodoxa, às 4ª.s
e 6ª.s feiras, durante todo ano, tal como
encontramos nas Mensagens de AVVD.
Discorreu brevemente sobre os
ícones, ressaltando que
estes ultrapassam a própria arte, são imagens do
invisível para o visível. Cada
ícone invoca o mistério da
encarnação do próprio Deus. Os
pintores de ícones
são homens de fé e devem orar e jejuar para
receber a graça do Espírito Santo.
Um ícone jamais pode ser interpretado como um ornamento, mas
sim como um objeto
de devoção.
Após
Dom Jeremias, o Pe. Adalberto G. Araujo Junior (Goiás)
abordou sobre o Rosário Ortodoxo.
Refletiu sobre o pedido de Jesus a Vassula para que se divulgue este
Rosário,
rezando em recolhimento e silêncio de
coração. Salientou que o segredo da
oração verdadeira é a humildade, e ser
humilde é reconhecer que somos criaturas
de Deus, e não somos nada por nós mesmos.
Em
seguida o arcebispo Kissag Mouradian, da Igreja
Armênia Ortodoxa da Argentina, falou sobre a
história dos seus fundadores, as
lutas pela sua identidade cristã e defesa aos ataques do
império persa, entre
outros aspectos.
Rev. David George, da Igreja
Anglicana de Buenos Aires, Argentina, destacou
que amar é escutar a Voz Divina, através das
Escrituras.
Pe. Teófilo Rodriguez, sacerdote católico do
Panamá, refletiu sobre a necessidade de estarmos abertos ao
Espírito Santo. "O Espírito Santo é o
arquiteto da unidade e suscita testemunhas", disse ele. Ressaltou
também dois sentimentos do apóstolo
São Paulo: "não extingais o Espírito"
(2 Tes 5,19) e "não entristeçais o
Espírito Santo de Deus" (Ef 4,30). Agora é o
tempo de caminharmos no Espírito, para que possamos caminhar
juntos, superar nossos medos e nossas dúvidas, "se vivemos
pelo Espírito, pelo Espírito pautemos
também nossa conduta" (Gal 5,24): devemos portanto deixar a
vanglória, querendo ser mais do que os demais. Cristo
não está dividido, nós é que dividimos Cristo.
Ao final do terceiro dia aconteceu a esperada palestra de Vassula, na qual ela
abordou o tema "Como Viver uma Verdadeira Vida em Deus". Repassando os
principais tópicos das Mensagens, Vassula lembrou-nos da
importância de abrir o nosso coração
para uma relação íntima com Deus, e
que sem esta, jamais poderemos nos aproximar d'Ele. Falou
também que o único presente que podemos oferecer
a Deus, como sendo algo totalmente nosso, é a nossa vontade,
abandonando-nos inteiramente a Ele, para podermos viver com os
pés no chão e o nosso
coração e nossa alma no Céu.
Estar ligado a Deus significa tornar-se como Ele, imitando Jesus,
amando a Deus e o próximo. Não podemos falar de
paz e união sem estarmos enraizados em Deus. Jesus expressa
Sua insatisfação pela falta de atitudes
práticas para a unificação
das igrejas cristãs e das datas da Páscoa. O
tempo é agora e atitudes corajosas precisam ser
tomadas!
Entre as celebrações realizadas, uma delas contou com a
presença de Dom Evangelista Martins Terra, SJ, Bispo Auxiliar
Emérito de Brasília-DF.
Em sua palestra ressaltou a importância da oração, dizendo que a oração abre o Céu. Antes de
qualquer ação messiânica, Jesus passava longos períodos em oração. Essa atitude de Jesus deve ser normativa para nós. Toda a Trindade reza conosco quando rezamos. "A oração não visa converter a Deus, mas a nós mesmos" (Santo Agostinho).
Na sua segunda palestra - União Íntima com Deus - Vassula ressaltou a importância de nos transformarmos em "Convertidos do Altíssimo". Deus sempre intervém quando o povo se distancia d'Ele. A mensagem básica é voltar para Deus renovados e inflamados pelo Espírito Santo.
"... Há pessoas que vão diariamente à Igreja, possuem muitas devoções, rezam muitos Terços, mas não têm o Fogo do Espírito Santo, fazem isto por rotina. No entanto, somos chamados a viver o Segundo Pentecostes, a renovação da criação que foi predita nas Escrituras.
Para sermos apóstolos do Final dos Tempos é necessário o Fogo do Espírito. A mensagem não é transmitida enquanto nos mantivermos tíbios. Deus vem para nos acordar, nos inflamar.
Quanto mais humildes nos tornarmos, mais facilmente o Espírito Santo encontrará o caminho em nós. Deus já nos deu muitos avisos, e deseja um maior comprometimento de nossa parte, mais atos de reparação e mais sacrifícios. Deus fica muito feliz quando damos e nos sacrificamos mais. Só podemos dizer que estamos vivendo A Verdadeira Vida em Deus, quando nos propusermos a nos sacrificar. Recebemos muito através das Mensgens, retiros e peregrinações, mas ao olharmos lá fora vemos muitos cristãos que perderam a sua fé. É a apostasia de que nos fala São Paulo em 2 Tes 2.
São sinais do Final dos Tempos: o espírito de rebelião está transgredindo quase todos os Mandamentos de Deus. Muitos tentam matar o Espírito de Deus, sufocando-O. Este é um grande pecado. Uma outra forma de morte são os abortos, são como presentes para Satanás. Jesus tem nos avisado sobre estas rebeliões. Todo o sofrimento (guerras, catástrofes, etc.) que a humanidade está vivendo é sinal de nossa recusa, teimosia, orgulho e espírito de letargia que cobre o mundo. Outro sinal é que Satanás está macaqueando a Deus. Há muitos anti-Cristos, pois todos os que não aceitam a Cristo, são anti-Cristos. Por isso devemos nos levantar e testemunhar. É necessário doar-se.
Satanás engana hoje da mesma forma como enganou Eva, através do sentimento de que não precisamos de Deus. Nós precisamos muito do Espírito Santo e Deus é muito generoso, Ele sempre nos dá muito mais do que pedimos. O único remédio para curar e purgar o veneno do pecado é o arrependimento. Onde há luz há virtudes, onde há escuridão há vícios." (...)
Uma sessão de cura e libertação foi conduzida por Vassula e o Pe. Teófilo, onde muitos dos participantes repousaram no Espírito. Foi um momento em que todos sentiram muito fortemente a presença de Deus.