(do livro "Que Dizes de Ti Mesma?" - Ed. Boa Nova, 1995)
VASSULA:
Ele serve-Se
de mim apenas como um instrumento... eu era uma daquelas pessoas que
não
rezavam, que não iam à igreja e não
praticavam. Se Ele escolheu alguém como eu,
quanto mais não escolherá alguém que
Lhe seja fiel...
...(continuação)
É assim
que o Senhor me
ensina...
O Senhor, quando
nos ensina, fá-lo com pequeninas coisas
do dia a dia. E eu desejaria dar-vos alguns exemplos, uma vez que
vós ireis
encontrá-los nos livros das mensagens.
Por exemplo, eu
não abençoava os alimentos. Ora, Ele quer
que nós abençoemos os alimentos, que
nós Lhe peçamos que os abençoe e que
Lhos
agradeçamos, no fim. Então, uma vez, eu tinha
cozinhado e ia comer. De repente,
vi Jesus, a olhar para mim. Não dizia nada. Apenas olhava
para mim. E eu
comecei a sentir-me um tanto embaraçada, porque
não sabia o que dizer. Passado
algum tempo, Ele diz-me:
- É bom?
E eu disse-Lhe:
- Sim,
Senhor, é bom.
Não
disse mais nada e deixou-me comer. Depois, disse-me:
- E não queres que Eu abençoe o
que estás a comer?
Compreendi,
então, e disse-Lhe:
- Sim
Senhor.
Então,
Ele abençoou o alimento. E ficou comigo até ao
fim.
Eu compreendi (a
lição) e disse-Lhe:
- Obrigada,
pelo alimento.
A seguir, Ele
deu-me uma mensagem, dizendo-me:
- Pede-Me
que abençoe (os alimentos) e,
no fim, agradece-Me.
É assim que o Senhor me ensina. Não
é como um professor, na aula, com um
quadro: não me escreve lições no
quadro. O Senhor ensinou-me e ensina toda a
gente, através dos próprios acontecimentos do dia
a dia.
Sobre a
Eucaristia...
Por exemplo, a
propósito da importância da Eucaristia, um
dia, chama-me e diz-me:
- Tens fome, Vassula?
E eu, realmente,
tinha fome. E, então, eu disse-Lhe:
- Sim,
Senhor; de facto, tenho fome.
E Ele diz-me, com
toda a majestade:
- Tem
fome do Meu Pão (falando, pois, da
Eucaristia).
Quando compreendi
que Ele falava da Eucaristia, eu disse:
- Mas,
Senhor, eu falei do outro pão.
- Eu sei. Mas qual é
mais
importante, o teu pão ou o Meu Pão?
E eu disse-Lhe:
- Os
dois.
E,
então, Ele disse-me:
- O teu pão não vai
durar
por muito tempo e o Meu Pão é para a eternidade.
Eu estou sempre
convosco...
O Senhor ensina
também como estar unidos a Ele; ensina-nos
a servir-nos da palavra “Nós”. Ele
diz:
- Eu
estou sempre convosco, mesmo que estejais numa conversa
vulgar.
Eu estou presente.
O ensinamento de
Cristo, nas primeiras mensagens, é muito
sobre a Sua Presença. É que, muitas vezes, nós esquecemo-nos de
que Ele está junto de nós e que
está mesmo no nosso próprio
coração. Ele está, pois, sempre
à escuta. Não
devemos dizer que Ele nos não ouve nunca, que vós
rezais e que Ele nunca vos
ouve. Ele sempre vos ouve. Está sempre junto de
vós.
Um dia, o Senhor
quis que eu aprendesse com uma meditação
(como
aliás quer que vós aprendais também
com meditação) o “Nós”, a companhia de
Jesus. Vós nunca estais sós. Por exemplo,
quando ides partir, vós deveis dizer: Senhor,
nós vamos partir; quando fordes trabalhar, em
casa, vós deveis dizer: Senhor,
nós vamos arrumar a casa, fazer
os trabalhos da casa; quando estamos a condua dirigir, quando vamos
fazer
compras, quando devemos escrever uma carta... sempre
“Nós”, Jesus conosco, é
isto que Ele quer.
Um dia, eu
meditava: com este “nós”,
ficamos realmente unidos, ficamos a ser um com o Senhor. Estamos
unidos e somos um. Nesse mesmo dia
em que fiz essa meditação, quis ir ao encontro de
minha irmã e disse a Jesus:
- Temos
de nos encontrar com minha irmã.
E Ele disse-me:
-
Então, vamos! (Reparem:
Ele também,
Nós vamos).
Tomei o carro e
estava perto de Jesus. Esse lugar nunca
foi ocupado, porque o ocupava o Senhor. O revisor vem, com os bilhetes.
E
diz-me:
- Minha
senhora, por favor...
E eu disse-lhe:
- Dê-me
um bilhete.
Quando peguei no
bilhete, disse ao Senhor:
- Vedes?
Temos aqui um bilhete. Nós somos dois, mas eu
pedi apenas um bilhete.
E o Senhor
volta-Se para mim e diz-me:
- Mas como?
Não estamos
nós unidos e não somos um? Nós
não somos dois, somos um.
O Senhor, pois (e eu desejaria
mostrá-lo com isto), ensina com
humor, porque Deus não é um Deus triste,
é um Deus alegre, um Deus de alegria.
Ele torna-Se triste, se nos revoltarmos contra Ele e se O
não amamos. Mas,
sempre que nós estejamos na posse de Deus, estamos cheios de
alegria.
A Apostasia
Agora, as
Mensagens são muito mais sérias, na medida em
que penetram nos problemas da Igreja. Por exemplo, o Senhor
dá-nos muitas
mensagens sobre a Apostasia: a Apostasia, que é
extraordinariamente grande,
hoje. Actualmente, vive-se nesta grande Apostasia, mencionada pela
2°Epístola
aos Tessalonicenses, cap. 2; é a Apostasia de que
São Paulo falou e que se irá
reconhecer no fim dos tempos. Quando falo em fim dos tempos,
não se trata do
fim do mundo: é o fim de um mundo, deste mundo de Apostasia.
Ouvi agora o
extrato de uma Mensagem que o Senhor me deu.
O Senhor diz:
- Eu mostrarei a
todos,
bons e maus, que a Minha Severidade é tão grande
como a Minha Misericórdia, que
a Minha Cólera é tão poderosa como a
Minha Clemência. Todas as coisas que Eu
predisse realizar-se-ão agora rapidamente. Falei-vos da
Apostasia, a Apostasia
que ligou as mãos dos Meus melhores amigos. Não
vos disse Eu que os cardeais se
viriam a opor aos cardeais e que os bispos viriam a atacar os bispos e
que
muitos seriam aqueles que viriam a estar no caminho da
perdição? Nos seus
incessantes combates, eles enfraqueceram a Minha Igreja. Hoje, este
espírito de
rebelião cresce no interior do Meu Lugar Santo.
Não te revelei Eu que muitos
deles se opõem ao Meu Papa? E como eles o põem de
lado? Eu fiz-te já uma
detalhada exposição sobre a rebelião,
no interior da Minha Igreja.
A Rebelião
O Senhor
explica-nos também, nas Mensagens, aquilo que
hoje é bem actual: O livro do Profeta Daniel. O Profeta
Daniel falou da
Apostasia, que vai penetrar no próprio
coração do Santuário. Eis o que o
Senhor
nos diz:
- O livro de
Daniel, que
estava selado, e as palavras que ele mesmo contém e que se
mantinham secretas,
são-vos agora revelados a todos porque a vossa
geração apostatou e esta
Apostasia penetra no próprio coração
do Meu Santuário, afectando padres, bispos
e cardeais. Mas foi também dito que nestes vossos tempos,
Satanás procuraria
destruir tudo aquilo que é bom e lançar-se-ia na
perseguição daqueles que Eu
vos envio, com os Meus Apelos Misericordiosos. Foi dito que, durante um
tempo,
dois tempos e a metade de um tempo (isto
significa 3 anos e meio), o Meu
povo sofreria uma sua perseguição e o
domínio da besta. Procurarão mudar a
Tradição e a Minha Lei. Eles projectam
suprimir o Sacrifício Perpétuo e erguer em seu
lugar a desastrosa abominação,
uma imagem sem vida.
Isto quer dizer
suprimir a Eucaristia, tal como a
Tradição.
Um falso
ecumenismo
Como sabeis,
nós, os Ortodoxos, temos em muito apreço a
Tradição da Igreja e guardamo-la preciosamente.
Temos também a veneração da
nossa Santa Mãe e e colocamo-La, a nossa Santa
Mãe, num lugar muito, muito alto.
Mas o Senhor quer dizer-nos, com isto, que na Sua Igreja há,
ainda assim, uma
rebelião, na medida em que há muita gente que se
opõe à Tradição. Ora, isto
é
um falso ecumenismo: o ecumenismo não consiste em vender a
verdade, nem em pôr
de lado Nossa Senhora, nem em enterrar a
Tradição. Isso não é
verdadeiro
ecumenismo. Há, pois, muita gente que vende Nossa Senhora, a
Tradição e a
própria Eucaristia; e isto não está de
acordo com o pensamento do Senhor,
porque é a Traição da verdade. Por
conseguinte, não devemos escutar os que
vendem a verdade; é preciso rezar por eles, porque o
verdadeiro ecumenismo
consiste em guardar os santos sacramentos, tais como eles
são.
A chave do
verdadeiro
ecumenismo...
Quando Cristo nos
pede que façamos a paz e vivamos a paz,
pede-nos ao mesmo tempo que nos reconciliemos e perdoemos. Jesus diz
que nós
não podemos falar da União, sem primeiro
construir a paz; como poderemos nós
unir-nos, se não existir a paz e o amor? Mas, em primeiro
lugar, será
necessário fazer verdadeiramente a paz com Deus: a paz
conduzir-nos-á à União.
E, parafazer a paz, o Senhor diz que é preciso humildade e
amor. O Senhor diz
que a chave da União é a humildade e o amor.
O Senhor diz,
àqueles que trabalham pela União:
- Gostaria
que eles baixassem a sua voz, de maneira a
que pudessem ouvir a Minha; que baixassem a sua cabeça, de
forma a que pudessem
ver a Minha Cabeça; que se baixassem completamente, a fim de
que Eu pudesse
erguê-los.
O Senhor diz-nos:
- Deixai que o Meu
Espírito Santo transfigure a vossa
alma num jardim, para que Eu possa
repousar em
vós. Deixai
que o Meu Espírito Santo transfigure a vossa alma num
palácio, para que Eu possa
ser Rei e reinar em
vós. Deixai que o Meu
Espírito Santo vos transforme num Céu, num Paraíso,
num Éden, para que Eu possa ser
glorificado
em vós.
Os novos
Céus e a nova
terra...
Deus fala-nos da
nova terra e dos novos céus. Há uma
mensagem que eu recebi recentemente, que vem completar as outras
mensagens
sobre a nova terra e o novo céu. Quando o Senhor nos ensina,
ensina-nos
lentamente, até completar a Sua
explicação; e eis o que me parece estar
já
completo, a respeito do capítulo 21 do Apocalipse, porque o
Senhor nos ensina a
compreender a Sagrada Escritura e, sobretudo, porque estes tempos de
que o
Senhor nos fala estão muito próximos.
É que muitos me perguntam: Que é que
significam esses novos céus e nova terra? Quererá
isso dizer que virão novos
céus, novos astros, novas plantas? Se lerdes o
capítulo 21 do Apocalipse, ele fala,
de facto, nos novos céus e na nova terra; mas Jesus
explica-nos o que é que
isso é. E o Senhor diz-nos:
- Pedi
ao Meu Espírito Santo que vos revele o sentido
oculto das Minhas
Parábolas, dos Meus Provérbios e das Profecias
deste vosso tempo.
Uma cidade não pode ser construída sem
fundações, porque o Meu Espírito Santo
não poderia instalar-Se nela.
Quando Ele diz:
uma cidade, isso é simbólico, quer dizer
nós, a nossa alma. Quando Ele diz que se não pode
construir sem fundações, as
fundações querem dizer Ele Mesmo, Ele
Próprio é a fundação, o
fundamento. E Ele
faz-nos um apelo:
- Vinde e
aprendei: Os
novos céus e a nova terra existirão, quando Eu
estabelecer o Meu Trono em vós,
porque, a todo aquele que tiver sede, Eu Mesmo darei gratuitamente a
água do
Poço da Vida. Permiti, então, ao Meu
Espírito Santo que vos atraia ao Meu Reino
e à Vida Eterna. Que o mal não mais tenha poder
sobre vós, para vos fazer
morrer. Permiti ao Meu Espírito Santo que cultive o vosso
solo e que faça de
vós um Éden terrestre. Que o Meu
Espíriro Santo faça de vós uma nova
terra, de
forma a fazer prosperar o vosso solo; a fim de que a vossa primeira
terra, que
era propriedade do demónio, caia (deixe de
existir). Então, de novo a
Minha Glória brilhará em vós e todas
as sementes divinas, semeadas em vós pelo
Meu Espírito Santo, germinarão e
crescerão na Minha Luz divina. Permiti ao Meu
Espírito Santo que venha até vós, como
um fogo, um fogo abrasador, e que vos
purifique, queimando todas as plantas ressequidas (As plantas
ressequidas
significam os maus hábitos, os pecados) que ainda
existem em vós e que os
substitua por sementes celestes e vinhas deliciosas (o que
significam estas
plantas celestes são as virtudes). A partir desse
dia, Eu Mesmo serei o seu
Guarda. Que a vossa primeira terra, que agora não
é mais que ruina e
devastação, Me chame e Eu terei piedade da vossa
desgraça. As poucas árvores
que agora vos restam estão secas e partidas, prestes a
servir de lenha para o
fogo. Por isso, permiti ao Meu Espírito Santo que transforme
as vossas almas
noutro paraíso, uma nova terra, onde Nós, a
Santíssima Trindade, faremos a
Nossa morada, em vós, porque vós
próprios vereis que o inverno passou e as
flores começam a aparecer no vosso solo. Vedes? A vinha
começa a dar as suas
primeiras flores, exalando o seu perfume. É isto o Nosso
Paraíso, o Nosso Céu.
O Senhor continua,
para falar nos novos céus. Ele diz
que, com o Seu Espírito Santo, no interior da nossa alma,
irá brilhar em nós
como um sol, para iluminar a nossa escuridão: são
os novos céus.
Há
ainda mais ensinamentos a respeito da Bíblia, o mesmo
Senhor no-los ensina; mas eu não poderei dizer tudo, porque
não chegaríamos ao
fim, em dois meses. Mas vós mesmos os podereis ler.
A união
das datas da
Páscoa
Desejaria dizer
algumas palavras sobre a União. O Senhor
desejaria muito unir as datas da festa da Páscoa. É
a primeira
coisa que é necessário fazer pela
União. O Senhor, neste momento, pede-nos
apenas isso. O próprio Santo Padre fala muito da
união das datas da Páscoa. Por
conseguinte, também isto está nos seus projectos.
O Senhor diz-nos que, se nós
unificarmos as datas da Páscoa... Bem, eu quero explicar-vos
que nós, os
Ortodoxos, temos uma data da Páscoa diferente da vossa.
Às vezes, uma semana de
diferença e outras chega a ser um mês. O Senhor
quer que unamos esta data e Ele
diz que, “se unirdes as datas da Páscoa, Eu
vou iluminar as almas de tal modo que vós sabereis o que
deveis fazer para unir
as Igrejas completamente”.
As Almas do
Purgatório
Falarei um
pedacinho sobre as Almas do Purgatório. É
muito
importante. Como vós sabeis, eu... eu nem sequer sabia o
Catecismo. Portanto,
não sabia que a água benta poderia ajudar as
Almas do Purgatório. Eu não sabia
que, com orações, se poderiam ajudar as Almas do
Purgatório. Logo no início,
por assim dizer, durante alguns meses, eu estava ainda inteiramente
só e senti
que almas se aproximavam de mim, porque Deus queria ensinar-me com
coisas deste
género; e elas vieram até mim. E uma alma
disse-me:
- Gostaria que rezasses uma pequenina
oração por mim.
E eu,
então, perguntei-lhe:
-Mas que
oração?
E ela disse-me:
- Reza apenas pela minha
alma.
E eu
não sabia como fazer. Então, a alma disse-me:
- Diz isto: Que Deus te abençoe e que Ele
te ajude a caminhar para o Paraíso.
Eu disse-o e esta
alma ficou tão contente, que eu disse
para comigo: Mas ela está assim tão contente por
estas simples palavras?! Eu
senti que ela estava aliviada, que ela estava a ser elevada para Deus.
A
seguir, outras almas se aproximaram e disseram-me:
- Vai à igreja, procura água
benta e vem derramá-la sobre
nós.
- Mas
como? Eu vejo-vos apenas interiormente; como é
que eu posso lançar sobre vós a água
benta, se eu vos não vejo como vós me
vedes a mim?
Eu não
compreendia como é que eu as poderia abençoar com
água benta, uma vez que as via apenas interiormente. Mas
elas disseram-me:
- Vai buscar a água e nós
explicamos-te.
Fui à
igreja, trouxe a água benta e elas disseram-me:
- Agora, põe água benta na
tua mão e, em espírito, com a tua
intenção, asperge essa água sobre
nós; e ela
irá tocar-nos.
Então,
eu fiz isso mesmo e, nesse momento, eu senti como
se todo o Purgatório viesse até mim, apenas por
aquelas pequenas gotas. Cada
pequenina gota fazia, a cada alma, tanto bem. Eram como
multidão que vinha para
mim. E, como eu tinha muita água benta, eu peguei em muita
água e aspergia
continuamente e via todas essas almas tão felizes.
Também
Jesus me desperta, todas as noites, pelas três e
meia, quatro horas da manhã, para rezar pelas Almas do
Purgatório. Se estou
cansada e não quero rezar, Ele não me deixa
dormir. Bem posso eu ficar uma
hora, duas horas, três horas, até que eu reze; e
só então me deixa dormir.
Uma
única solução: Nossa
Senhora
Sei que aqui
há muitas famílias e sei também que
algumas
famílias desejariam que seus filhos e filhas fossem santos e
santas. Todos nós
queremos que os nossos filhos sejam santos e santas e que rezem muito;
e há
muitos que o não querem, porque são modernos. Eu
digo-vos isto, porque também
eu sou uma mãe de família e tenho dois rapazes:
hoje está aqui o meu filho mais
novo, tem 19 anos; o outro tem 24. Quando esta
revelação çomeçou, Fabiano
tinha
10 anos. Então, nenhum deles sabia rezar, nem um nem o
outro. Sobretudo, quando
eles iam à escola, eu queria acompanhar os meus filhos, para
ver se faziam os
seus deveres, se preparavam as suas lições e eu
tinha de fazer como agora,
aqui, porque o Senhor enviava-me para testemunhar; sentia-me em
dificuldades e
dizia comigo mesma: mas será que eles vão
aprender a rezar? Não há mais que uma
solução: Nossa Senhora. É preciso
consagrardes a vossa família a Nossa Senhora:
os vossos filhos, o vosso marido, a vossa esposa; Ela fará
tudo, ajudará em tudo. Eu disse-Lhe:
- Já
que o Vosso Filho me envia para longe de minha casa,
para tratar dos Seus Interesses, ficai Vós em minha casa
para tratar dos meus
interesses, educai os meus filhos.
E a verdade
é que Ela o fez. Só Ela ensinou os meus
filhos a rezar. Eu não fiz nada. Foi Ela que fez tudo.
É preciso, pois, que
consagreis os vossos filhos a Nossa Senhora. Uma pequenina
consagração; e Ela ouvir-vos-á.
Só Ela (Aquela)
é nossa verdadeira Mãe...
O Senhor
ensina-nos também, por exemplo, como Ela é nossa
Mãe, a ponto de, a minha mãe, ainda viva na
terra, Ele jamais a ter chamado
mãe; Ele diz sempre viúva, a viúva,
porque ela é realmente viúva. Por exemplo:
Uma vez estava sob
ditado e o telefone toca; o Senhor
interrompeu o Seu ditado. Fez-me sinal para que pegasse no telefone.
Peguei no
telefone e era minha mãe - a
viúva. Ela diz-me:
- Preciso
de pão; poderias ir comprar-me pão?
Eu queria
dizer-lhe que estava ocupada, porque estava sob
ditado. Mas o Senhor fez-me sinal de que era preciso obedecer. E
disse-me:
- Quando vais servi-la, serves-Me a
Mim.
Ele nunca tratou
minha mãe por mãe, mas sempre por
viúva,
porque só Ela (Aquela) é
a nossa verdadeira Mãe.
Vamos terminar,
por hoje. E, antes de tenninar, eu queria
dizer-vos que o Senhor sabe quem está aqui. Jesus conhece o
vosso nome; e, se
vós estais aqui, foi porque Ele Mesmo quis que
vós estivésseis aqui. Por
conseguinte, esta tarde, eu tomarei todas as vossas
intenções e vou
oferecer-Lhas e rezar por vós. Rezai, por favor, pela
União: não esqueçais
aquilo que vos disse sobre os três dias de
orações pelas intenções do
Papa.
Rezemos muito pela União, porque é este,
realmente, o desejo de Cristo.
Obrigada.
Vassula -
Requião, 27.6.1995