A Verdadeira Vida em Deus

     Boletim Informativo         

15 de julho de 2007   www.tlig.org/pg.html  

15 de julho de 2007

 

1. Nosso Senhor tem um Plano para Trivandrum, Kerala - India

2.Reflexões sobre a Peregrinação Internacional de AVVD

 


Trivandrum, Kerala
13-14 de dezembro de 2006

A cidade de Trivandrum, situada a sudoeste da Índia, não estava no nosso programa original. Em dezembro de 2006 o itinerário de Vassula estava sendo preparado pelos organizadores da AVVD na Índia, Vassula foi convidada para visitar a cidade de Mangalore, ao norte de Kerala. Nosso Senhor, todavia tinha outros planos e fez Vassula sentir-se incapaz de aceitar este convite. Jesus com freqüência diz a Vassula que Ele é seu diretor espiritual; este é um incidente que mostra como Nosso Senhor dirige Vassula, guiando-a conforme os Seus desejos. Qualquer um que entregue inteiramente seu coração e sua vontade a nosso Deus, Ele guiará sua alma como faz com Vassula, Ele estará no comando de tudo em sua vida, conduzindo conforme achar melhor para a renovação, não somente da Igreja, mas também da própria alma.

Quando chegamos a Kottayam, Kerala, Prof. John e outros organizadores da AVVD para esta região informaram a Vassula que o Arcebispo em Trivandrum desejava ansiosamente viajar quatro horas para encontrar Vassula, em Pala. Prof. John nos disse que tinha dado a ele sete volumes das Mensagens de AVVD em Malayalam, no idioma de Kerala, e que ele as tinha lido todas, apreciando o seu conteúdo no qual Jesus se apresenta como o verdadeiro Cristo ressuscitado. Todavia, o arcebispo infelizmente adoeceu e estava no hospital por vários dias. Estava fora de cogitação para ele, devido a seu estado de saúde, fazer uma viagem tão longa em sua débil condição. Era demasiado tarde, entretanto entendemos esta mudança como providencial para Deus.

Na chegada ao nosso hotel, Prof. John telefonou para o Arcebispo e conversou com ele, e passou o telefone para Vassula. Ela ouviu e compreendeu pelo tom da voz do Arcebispo e sentiu o quanto ele desejava encontrá-la.

Prof. John perguntou a Vassula se ela poderia viajar para Trivandrum e visitar o Arcebispo no hospital, isto significava com certeza que todo o Programa seria alterado e novos bilhetes aéreos seriam necessários para Trivandrum-Mumbai. Para minha grande surpresa Vassula sem hesitação, concordou em viajar 4 horas de trem e fazer todas as mudanças, até por que não teria dificuldade para continuar sua jornada de retorno para Mumbai e então para as Filipinas como estava agendado. Prof. John e seus colaboradores da AVVD atuaram rapidamente e conseguiram fazer as mudanças necessárias.

Vassula fala no Assisi Renewal Center, Pala
Vassula fala no Assisi Renewal Center, Pala

Depois do programa de entrevistas a imprensa, em Kottayam e o grande encontro em Pala no dia seguinte onde ela falou para 4 mil pessoas, nós fomos para o Centro de Orientação Pastoral em Kochi. Lá Vassula teve a grande oportunidade de encontrar 36 bispos pertencentes ao Conselho de bispos católicos em Kerala (KCBC), sobre o assunto da unidade Cristã. A (KCBC) é uma associação permanente de bispos católicos, em Kerala e uma associação dos três ritos da Igreja: o latim, o Sírio Malabar e o Sírio Malankara. Os ritos orientais têm sua origem nas pregações de São Tomás, um dos doze apóstolos de Jesus, e são freqüentemente chamados de os "Cristãos de São Tomás".

No trem para Trivandrum, totalmente desligada dos próximos eventos
No trem para Trivandrum, totalmente desligada dos próximos eventos

Nosso trem partiu de Kochi às 5:50 da tarde, e chegou em Trivandrum 4 horas depois. Para nossa grande surpresa fomos recebidos na plataforma da estação de trens pelo que parecia ser toda a congregação dos padres. Estavam vestidos nas suas tradicionais vestes brancas e segurando uma grande faixa com a foto de Vassula com a inscrição "Cordiais Boas Vindas a Sra. Vassula Ryden, a mística mundialmente renomada!" A frente estava o seu Bispo segurando um buquê de flores, que recebeu Vassula majestosamente e com grande honra e expressou sua alegria por sua visita a capital Kerala.

Na residência do Arcebispo, posando com os clérigos e uma faixa de boas vindas
Na residência do Arcebispo, posando com os clérigos e uma faixa de boas vindas

Fomos convidados para ficar na residência do Arcebispo, no principal quartel-general da Igreja Sírio Malankara. Foi somente então que descobrimos a identidade oculta do Arcebispo, o qual tínhamos viajado tão longe para visitar, e que estava tão entusiasmado para encontrar a portadora das Mensagens. Fomos tomados de surpresa ao perceber que era nada mais do que o Chefe da Igreja Syro Malankara, Sua Beatitude Cyril Mar Baselios, o principal Arcebispo da Igreja Católica de Malankara. Este Igreja é constituída de católicos que seguem o rito de Antioquia, em comunhão com Roma desde 1930.

Na catedral de Trivandrum
Na catedral de Trivandrum

Cristo tinha reservado outras surpresas para Vassula. Durante o jantar patrocinado pela comunidade, Padre C.C. John diretor da Arquidiocese de Trivandrum, apresentou a Vassula o programa que tinha sido preparado para aquele dia. Foi dito a ela que assistiriam com grande atenção a missa da manhã, os padres e seminaristas, e todas as freiras e noviças. Também fomos informados de mais uma boa notícia, sua Beatitude estava se sentindo repentinamente muito melhor e poderia deixar o hospital, tendo ele a oportunidade de finalmente receber Vassula, em sua própria casa e falar com ela pessoalmente.

Uma greve geral havia sido anunciada poucos dias antes de Vassula marcar sua apresentação na catedral de Trivandrum. A audiência foi então limitada a poucos simpatizantes que conseguiram chegar, a maioria que encheu a catedral era de padres diocesanos e seminaristas, freiras e noviças de diferentes ordens religiosas. Ninguém na Igreja nunca tinha ouvido falar das mensagens de AVVD.

A Liturgia Divina no Rito de Antioquia
A Liturgia Divina no Rito de Antioquia

Fomos recebidos na porta da maravilhosa catedral de Trivandrum por vários padres e em procissão eles nos acompanharam ao altar. A liturgia divina em rito de Antioquia foi bonita e sentimos o Espírito Santo sempre presente. Após isto o Padre C.C. John apresentou Vassula com uma extensa alocução do Prof. John.

Os clérigos ouvindo atentamente Vassula
Os clérigos ouvindo atentamente Vassula

Vassula dirigiu-se ao povo por meia hora, dividindo suas íntimas experiências com Deus Pai, Filho e Espírito Santo, enfatizando que Cristo quer que todos tenham uma experiência íntima e pessoal com Deus em nossas vidas diárias. Ela salientou que o mundo necessita mais do que nunca de orações do coração por que este é o único meio de alcançar Deus, e que a nossa vida deveria se tornar uma oração incessante, explicando que a oração incessante foi ensinada por Jesus bem no início de seu chamado. Então, ela falou sobre o poder do Espírito Santo em nossa vida espiritual, que somente através do arrependimento, com lágrimas de compunção, nós nos livraríamos dos nossos pecados, condenação e iniqüidades, e de tudo que não é sagrado dando espaço para o Espírito Santo nos invadir. Ela explicou que somente através do arrependimento, morrendo para nossos desejos, e entregando-nos totalmente para Deus, seremos capazes de conhecer a Divina Vontade para nós.

O discurso de Vassula foi cheio de simplicidade, revelando a todos como viver a verdadeira vida em Deus. Todos queriam saber mais, mas o tempo não permitiu. O Prof. John trouxe 50 livros AVVD, em Malayalam que foram distribuídos após a pregação.

Sua Beatitude, Moran Cyril Mar Baselios, Arcerbispo Emérito Católico
Sua Beatitude, Moran Cyril Mar Baselios, Arcerbispo Emérito Católico

Retornamos para a Residência do Arcebispo e tomamos um café rapidamente, depois fomos acompanhados para o escritório de sua Beatitude. Fomos recebidos entusiasticamente, e ele expressou sua alegria para Vassula, revelando que já tinha lido todas as mensagens até o volume 7. Vassula então ofertou a ele o recém publicado livro One-book, edição Cambrige contendo todos os 12 volumes das mensagens. Ele confidenciou a ela que o povo indiano é místico e que eles são capazes de relacionar facilmente a linguagem mística das mensagens de AVVD. Então Vassula explicou que através das mensagens, as pessoas descobrem Jesus nas suas vidas diárias, que elas encontrarão a experiência pessoal com Deus e descobrirão Deus na sua intimidade, Sua Beatitude acrescentou "O povo indiano quer saber e discutir a pessoa de Deus, Eles estão interessados na Encarnação de Deus em Jesus Cristo, que Deus encontra o homem em Jesus Cristo. A especulação abstrata de quem é Deus é insuficiente. Nós queremos convencer os hindus que Cristo é a Pessoa na qual nós encontramos Deus." Vassula então salientou que na Europa, muitas pessoas não mais acreditam em nada por que elas intelectualizaram Deus. Então sua Beatitude replicou "Nós simplesmente insistimos na teologia original, o conceito de Deus falando para o homem. Isto é exatamente o que Jesus tem ensinado a Vassula e a todos nós quando Ele disse: "a verdadeira teologia é a contemplação de mim vosso Deus..." (7 de agosto de 2002)

Vassula fala para Sua Beatitude de sua missão
Vassula fala para Sua Beatitude de sua missão
Uma alegre troca de presentes
Uma alegre troca de presentes

De manhã cedo, Vassula pediu a Jesus que lhe desse uma Mensagem, ela abriu o livro que pretendia dar a sua Beatitude mais tarde, em uma Mensagem sobre Unidade. Marcou a página para Sua Beatitude ler, mal sabendo ela que o Arcebispo Mar Baselios era um especialista em ecumenismo e diálogo Inter religioso. Ex-presidente da conferência dos bispos católicos da Índia foi eleito chefe do Conselho dos Bispos Católicos de Kerala, em 1996 e serviu como consultor e referência para muitos trabalhos e comissões teológicas na Conferência dos Bispos Católicos da Índia e na Igreja Universal. O respectivo Arcebispo foi um grande estudioso da cultura indiana e estava muito orgulhoso de sua herança hindu. Ele trabalhou para a unidade de ambas denominações cristãs hindus bem como de várias religiões hindus.

Uma lembrança deste dia abençoado
Uma lembrança deste dia abençoado

Um mês após nossa visita fomos informados da morte do Arcebispo enfermo, o Senhor o levou em 18 de janeiro, no início da semana da Unidade e durante um dia muito especial para a AVVD.

Foi uma grande honra estar em Kerala e encontrar os seus bispos e Sua Beatitude com seu povo, que receberam o trabalho de Deus e rejubilaram-se. Nosso Senhor tinha planejado tudo, deixando presentes e bênçãos para a AVVD avançando no seu trabalho ultrapassando fronteiras.

 

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Reflexões sobre a Peregrinação Internacional de AVVD - Pe. Ashenden
29.06.2007

Capelão sênior e professor de Psicologia da Religião da Universidade de Sussex,
Inspetor para o bispo de Chichester,
Conselheiro diocesano sobre religiões da Nova Era,
Membro do Sínodo Geral da Igreja da Inglaterra.

Uma reflexão pessoal sobre a Peregrinação Ecumênica da Verdadeira Vida em Deus de 2007

LUGARES

Pe. Gavin Ashenden
Talvez esse seja o aspecto mais evidente de uma peregrinação. Visitam-se lugares que foram importantes na história e na vida da Igreja e se faz uma peregrinação mais ampla, através do tempo e do espaço. As reflexões de todos serão diferentes, mas, para cada um de nós, um ou dois lugares terão um impacto especial. Foi fascinante ver as tumbas na Capadócia, onde os cristãos se escondiam em tempos de tribulação. A paisagem era diferente de tudo o que já vi na vida.

Mas o que mais me impressionou foi a casa de Maria em Éfeso. Várias pessoas comentaram sobre o impacto daquele lugar. Não sei o que estava procurando, embora uma das mudanças que tive com as mensagens de A Verdadeira Vida em Deus tenha sido abrir os olhos para a importância de Maria, Mãe de Nosso Senhor. Peregrinar é saber que suas idéias vão se ampliar, clarear e, às vezes, mudar completamente. Sendo anglicano, eu sempre soube que Ela era teologicamente importante. Sempre estimei Seu título de Teotokos. Mas, em vez de mim, eram outros padres e outras pessoas que falavam sobre sua proximidade com Ela. Eu ficava um pouco confuso com isso e achava que talvez fosse apenas parte do perfil psicológico; possivelmente um modo de interagir com o feminino.

Depois descobri, nas mensagens, como Nossa Senhora era ativa, viva, importante e próxima. Percebi então que isso não devia mais ser uma questão de preferência pessoal, mas devia tornar-se algo muito mais forte em minhas orações e em meu relacionamento com o Senhor. A casa dela e o lugar em que se encontrava contribuíram muito para essa consciência que estava despertando. Havia uma cor especialmente forte no local. Parecia-me que a atmosfera estivesse um pouco mais luminosa. A grama tinha um viço fora do comum. Era fértil, abundante, alta e vigorosa. A Eucaristia foi particularmente alegre. Não era uma questão de dinâmica de grupo; tratava-se de aprofundar-se mais em Deus, de um modo oferecido com simplicidade. Aquele lugar ofereceu isso - o que significa, é claro, que Nossa Senhora o ofereceu. O local não oferece uma proximidade privilegiada com Nosso Senhor e Sua Mãe, mas mostra a que profundidade somos chamados. E, quem sabe, com nossas orações e atenção, nós próprios podemos permitir que Ela e Nosso Senhor transformem os lugares em que estamos em portões mais largos e prolíficos para o Reino.

Desde que eu soube que iríamos a Esmirna, Éfeso, fiquei ouvindo na cabeça um eco do canto "Grande é a Diana dos Efésios". Está claro, pela Escritura e pela história, que Éfeso era um lugar esplêndido, compreensivelmente cheio de si. Descendo a via principal, minha admiração por São Paulo cresceu enormemente. Chegar ali com o Evangelho e enfrentar todo aquele poder, riqueza e interesse e tornar-se tão ameaçador para eles como o livro dos Atos descreve, bem como levar as pessoas a uma experiência do Cristo ressuscitado... Que coragem e que santidade.

Patmos foi o local mais tocante de todos para mim. Pode ter sido minha imaginação, mas senti como se houvesse um véu cinza sobre a Turquia, e ele começou a ser levantado à medida que fomos em direção às ilhas gregas. Era mais metafísico do que atmosférico, mas o que quer que tenha sido, era real e era muito mais do que o clima.

Pouco depois de minha conversão, quando era um jovem estudante de Direito, conheci um padre anglicano que me falou sobre uma profunda experiência de renovação que ele teve quando foi a Patmos e esteva na gruta de São João e leu o Apocalipse em grego. Eu pensei: "Quero fazer isso um dia". Após 30 anos, esse dia finalmente tinha chegado.

E, assim, a peregrinação provocou outra mudança: a relação como o último livro da Bíblia. Nos círculos acadêmicos de teologia, há tempos estabeleceu-se que o Apocalipse não foi escrito pela mesma pessoa que escreveu o quarto Evangelho. E se foi o discípulo amado João quem escreveu o quarto Evangelho, então foi outro João que escreveu o apocalíptico. Mas minha experiência em Patmos começou a despertar minha visão sobre a dinâmica do reino do céu.

Alega-se que o estilo de escrita, de gramática, vocabulário e o próprio domínio da língua grega são muito diferentes nos dois textos. Agora fiquei sabendo sobre o secretário de São João, conhecido na tradição, embora não seja reconhecido nos meios acadêmicos. A possibilidade de o secretário de João - que foi quem escreveu - ter sido em parte responsável por isso levou-me a ver o livro novamente como uma fonte de revelação e inspiração. Ele voltou a fazer parte da minha teologia. Ainda mais importante do que isso foi a minha descoberta de que Nosso Senhor, em certas partes das mensagens de AVVD, faz muitas citações do Apocalipse. Meu pensamento teológico mudou. Se Jesus está certo, eu devo estar enganado. E percebo que estou entrando em harmonia, através das mensagens, com um novo tipo de metáfora e hipérbole que eu já reconhecia como uma marca de Nosso Senhor no Evangelho, mas que é especialmente nítida nas mensagens de AVVD.

E a imagem que eu tinha feito da gruta estava totalmente equivocada! Eu a imaginava como uma gruta comum à beira-mar. Mas era mais como um ventre na encosta.

ORAÇÃO

Na minha experiência de concelebração da Eucaristia, percebi uma mudança acontecendo. A primeira sensação foi de admiração ao ver que tal coisa podia acontecer diante dos meus olhos. Ver um cardeal receber a Eucaristia presidida pelo bispo anglicano de Jerusalém foi tão emocionante que não tenho palavras para descrever. Foi uma cura de tanto desentendimento e antagonismo.

Na peregrinação de 2005, vi essas celebrações como um testemunho profético futurista daquilo que Deus queria, mas que só poderá acontecer na Igreja em um futuro meio distante. Desta vez eu achei completamente normal. Aberração era o que fazíamos, mais metodicamente, em nossa fragmentação de denominações; essa aproximação em torno do altar era a Igreja. Isso foi normal. Isso foi mais real. Finalmente, era como no Natal, quando uma família que estava espalhada pelos quatro cantos da terra e há muito tempo sem contato vem para casa para se sentar em volta da mesma mesa e celebrar. Não somos Igreja uns sem os outros.

Inevitavelmente, a peregrinação de AVVD levanta a questão sobre se é correto deixar de lado os problemas teológicos que constituem o caminho para a unidade sacramental. Nas mensagens, vemos que o Senhor contesta nossa preocupação com a teologia. Quando a Eucaristia era celebrada, a cada dia, com as diferentes faces da Igreja - católica, ortodoxa e anglicana, todas cheias do Espírito Santo -, a resposta ficou muito clara: primeiro, em volta do altar. Em vez de a Eucaristia e nossa teologia sacramental e política de igreja serem os determinantes, aqui era uma Igreja curada, o Corpo de Nosso Senhor restaurado: a glória dos fios separados sendo tecidos juntos enquanto Ele se tornava presente entre nós, no pão e no vinho e na devoção, na adoração e no amor. Aquelas Eucaristias diárias transformaram um ponto de vista teológico em um antegozo do Reino do Céus.

Cada celebração teve sua própria atmosfera de alegria. Mas, para mim, as duas de maior intensidade foram na casa de Nossa Senhora em Éfeso, onde o ar e a terra estavam carregados de uma doçura que permearam nossas orações, e em Patmos, na festa de Pentecostes, onde, reunidos pelos desígnios de Nosso Senhor na gruta em que São João teve um vislumbre do futuro do tempo e do espaço, nós também vislumbramos a Igreja reunida profeticamente segundo os desígnios do Senhor e nos tornamos um na Eucaristia, unidos pela força centrípeta do amor. Mas isso tem um preço. Agora, de volta para casa, quando a Eucaristia é oferecida, eu olho em volta e pergunto: Onde está o resto da Igreja?

PURIFICAÇÃO

Quando se lê as mensagens, algo acontece. Percebi um trabalho interior ocorrendo. Talvez seja porque elas são uma conversa com o Senhor e, em qualquer conversa, o coração se abre ao diálogo. E, quando se está aberto ao diálogo, nunca se sai a mesma pessoa depois da conversa: ainda que infinitamente pequena, alguma mudança aconteceu.

Durante a peregrinação, esse processo parece ter se acelerado. Minha mente, que ganha o pão como acadêmico e como padre, tornou-se prisioneira do coração adorador, de um modo que muda o padrão de vida normal para mim. Há algum tempo venho refletindo sobre como a mente e o coração devem se relacionar no discipulado. Minha pista devia se achar no dito ortodoxo segundo o qual é preciso estar diante do Deus Verdadeiro com seu verdadeiro Eu, coração e mente.

Descobri, durante a peregrinação, que muitos dos meus pontos de vista usuais estavam mudando rapidamente. O coração tinha prioridade. A mente tinha um trabalho a fazer e eu amo isso. Mas a prioridade era o coração, e a mente foi convidada a ficar no coração, envolvida no coração. Na adoração, a mente se aquieta, enquanto o coração se torna a parte dominante. Alguma coisa na peregrinação chamava o coração de um modo particularmente forte. Pode ter sido o fato de estar em companhia da Igreja inteira, pode ter sido tanta oração antes da peregrinação, pode ter sido a força da Igreja unida em amor e adoração de uma forma tão singular - mas o efeito foi a aceleração da purificação interior, trazida pela presença de Deus.

PESSOAS

Um dos aspectos mais estimulantes de uma peregrinação é a expectativa com relação ao povo a quem e que o Senhor vai nos enviar. Nas duas peregrinações de AVVD, guardei na memória tanto pessoas quanto lugares. Assim, uma conversa casual durante uma refeição pode se tornar uma conversa decisiva, esculpida pelo Espírito Santo, que fala sobre uma situação para a qual mal se sabia que era necessário aconselhamento. A peregrinação quase toma a forma de uma confissão prolongada, onde as coisas são contadas, absolvidas e processadas na dinâmica do Reino dos Céus. Havia tanta sabedoria. E mesmo nas conversas mais leves havia um fluxo de amor e intimidade e gentileza que enfeitavam os dias. Sem repetir as conversas em si é difícil transmitir a sensação de como os dias pareciam ter essa benéfica intensidade de encontro. Acima de tudo, talvez, havia esse consolo de que o desejo de amar a Deus, de encontrá-lo e de ficar perto dele fosse mais normal do que sugeria, às vezes, a rotina do dia-a-dia, longe desses companheiros.

Ao longo de minha vida cristã, fiquei tão satisfeito quando a presença de Cristo transparecia nos olhos de alguém que O tem no coração. Nessa peregrinação, uma das lembranças mais fortes será a de um ou dois colegas sacerdotes, especialmente aqueles que tinham um inglês fraco ou inexistente, mas pelos quais senti um profundo laço de amor e respeito, pois vi o quanto eles têm Jesus nos olhos, no coração e na mente. Isso foi a unidade da Igreja, o carisma de Cristo. Esse foi meu alimento para a viagem dessa peregrinação de A Verdadeira Vida em Deus, bem como o outro, que é o dom da minha vida.

Pe. Gavin Ashenden

 

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