Eis
aqui um novo testemunho do Pe. Michael O’Carroll, C.S.Sp., que não está
passando bem já faz algum tempo e pede nossas orações.
A pessoa é Vassula Ryden, se é que isso precisa ser dito. Ela é um membro da Igreja Ortodoxa Grega com a missão de comunicar a mensagem divina a públicos desejosos. Pedidos têm chegado a ela de praticamente todas as partes do mundo. Alguns leitores talvez saibam que eu a acompanhei na sua missão por alguns anos. Lembraram-me recentemente que um dia eu a apresentei a prisioneiros na Califórnia.
Enquanto
trabalhava dessa forma com Vassula, fiquei feliz por publicar três livros
sobre sua mensagem, ou, deveria dizer, seu ensinamento. O terceiro foi um
volume fino e, uma vez que ele tratava de um problema com Roma, eu o publiquei
sob meu sobrenome materno, Michael Dore. Deixei de acompanhá-la logo depois.
Não porque eu discordasse de suas comunicações ou sua conduta, pois nunca
retirei uma palavra sequer que tenha falado ou escrito a seu favor. Havia, na
minha decisão, uma consideração à minha idade e também às minhas obrigações
para com minha congregação religiosa, conforme Vassula comentou numa
entrevista.
Tenho
rejubilado com a contínua expansão da missão de Vassula. Como ela disse,
ela tem sido convidada a ir a muitíssimos países. O que atrai minha especial
atenção, no momento, é a apologia pro vita sua que ela está tendo a
ventura de publicar sob os auspícios da Sagrada Congregação para a Doutrina
da Fé. Ela solicitou ao Cardeal Ratzinger uma oportunidade para expor
plenamente sua posição e o conteúdo de suas mensagens, já que tinha
ocorrido um problema anteriormente.
O
Cardeal respondeu por meio de um de seus oficias, o Pe. Prospero Grech. Foram
dadas a ela cinco importantes questões para responder. Sua resposta está
contida em 32 páginas datilografadas, que o Cardeal permitiu que ela
publicasse e que estou lendo.
Penso
que o melhor serviço que posso render ao leitor é repetir as palavras exatas
de Vassula sobre os pontos que irão interessar aos católicos.
Sobre
sua relação, como cristã ortodoxa, com a Igreja Católica Romana, ela diz:
“Chegar
aos padres, monges e bispos ortodoxos para que reconheçam o Papa e se
reconciliem com sinceridade com a Igreja Romana não é tarefa fácil, como
disse Nosso Senhor numa das suas mensagens. É como tentar nadar contra uma
forte correnteza. Mas, após ter visto como Nosso Senhor sofre pela nossa
divisão, não pude recusar Seu pedido para carregar essa cruz; assim sendo,
eu aceitei essa missão, embora não sem ter atravessado e ainda estar
atravessando muitas fogueiras.”
“Vocês
perguntaram: ’Porque você assume esta missão?’ Minha resposta é que fui
chamada por Deus, acreditei e Lhe respondi; assim, quero fazer a vontade de
Deus. Uma das primeiras palavras de Cristo foram: ’Que casa é mais
importante: tua casa ou minha casa?’ Eu respondi: ‘Vossa Casa, Senhor’.
Ele disse: ‘Reaviva Minha Casa, embeleza Minha Casa e une-a.’”
“Alguns da hierarquia ortodoxa grega me rejeitam totalmente; primeiro, porque não acreditam em mim; depois, porque sou uma mulher; e, em terceiro lugar, porque uma mulher não deve falar. Alguns dos monges suspeitam de mim, dizendo que eu sou provavelmente um cavalo de Tróia enviado e pago pelo Papa ou que sou uma uniata1. Muitos não querem ouvir falar de ecumenismo ou reconciliação. Consideram uma heresia se eu rezo com os católicos romanos. Eles vêm isso como se eu estivesse acima de ambas as igrejas, sem estar obrigada a nenhuma delas. Eu estou plena e totalmente obrigada a minha igreja, mas não é heresia nem pecado se eu vivo ecumenicamente e rezo com outros cristãos para promover a unidade.”
O
leitor verá logo que há muito mais desta fonte generosa que merece sua atenção.
Tentarei satisfazer o desejo dos leitores no meu próximo artigo.
Michael
O’Carroll C.S. Sp.