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Joinville, 9, 10 e 11 de Novembro de 2001
Palestra do Pe. Carlos Giacone
"Temos que ser nada," diz o padre Carlos, "assumir este nada. Santa Terezinha dizia que ela era uma bola de brinquedo nas mãos de Jesus. E Jesus diz que nós temos que ser nada, colocarmo-nos disponíveis para que Ele nos use como quiser." No entanto, alerta que ninguém pode se lançar nesta entrega, se não se dispuser à cruz. "Vivemos a prova antes e depois, já que cada um de nós tem uma conversão pessoal e familiar. Depois vem a missão, o sacrifício de Isaac: deixar aquilo que mais amamos." Ele lembra que Vassula deve ter sofrido a angústia da alma e na seqüência imediata ele reflete sobre o fato das famílias serem capazes - nos últimos tempos com mais freqüência - de rejeitar os filhos. "Quantos abortos, quantos pais tem rejeitado os filhos que se drogam, se prostituem". Na Igreja mesmo ele sente que tem que passar por duras provas de exclusão, de rompimento, e tudo isso faz parte do processo de purificação. "É preciso nos deixar purificar." E conta como foi duramente castigado ,a ponto de ter perdido tudo - casa e comida, por ter trazido Vassula para o Brasil em 1995 que teve uma audiência enorme, a maior até aquele momento, no Brasil- um total de 20 mil pessoas. Mas anota que Jesus diz à Vassula que os fiéis são fiéis nas coisas pequenas e nas grandes e ele acredita que estamos vivemos um momento muito interessante- aquele em que devemos ser fiéis no nada, no silêncio e na serenidade. Na seqüência ele partilha alguns pontos que considera principais de A Verdadeira Vida em Deus , a partir da consciência de que não somos os bons. "Deus chamou os piores para dar oportunidade de nos moldar. A Verdadeira Vida em Deus deixa claro que é o Espírito Santo quem realiza a obra." Daí acreditar ser fundamental amar principalmente na diversidade. " Vivemos conflitos, e um deles é achar que temos que fazer muitos enfrentamentos". Lembra que algum tempo atrás, o arcebispo de Fortaleza quis rejeitar o trabalho. E ele respondeu dizendo que se está vivo é possível morrer, já que só quem morre pode ressuscitar. Acredita que para caminhar na divulgação desta obra seja preciso discernimento, pois só assim podemos passar para um outro estágio: se alguém recebe uma ameaça de morte é porque está vivo. E afinal ele constata que ter tido contato com A Verdadeira Vida em Deus foi muito útil e tem sido mesmo a tônica da sua caminhada. para o fim último, eis a nossa missão "Os atentados recentes (ele refere-se aqui aos atentados ao World Trade Center e Pentágono nos Estados Unidos ocorridos em setembro de 2001), questionaram a humanidade. Como homens podem dar a vida para tirar a vida de outros, quando justamente Jesus deu a vida para ninguém morrer, a mãe dá a vida para que a criança nasça?" Daí acreditar que A Verdadeira Vida em Deus dá a motivação para a ressurreição. "Viver para Cristo, n'Ele e para Ele , faz com que possamos viver para que outros tenham vida em Deus, mas não no Deus dos mortos, no Deus dos vivos. Jesus não morre de novo. A Eucaristia é a atualização de um único ato: o sacrifício redentor da ressurreição. Esta obra fortalece, edifica para a mensagem de vida, e entrega a cada um a graça de viver como ressuscitados, como novas criaturas para amanhã, com o corpo de glória e continuar o mistério de júbilo do seu louvor com a presença de Maria." |